quarta-feira, 6 de maio de 2009

Luluca e Cia. Dia das Mães

A Luluca e a Dani estavam brincando com suas bonecas quando a Mari chegou dizendo:

- É Dia das Mães pra lá e Dia das Mães pra cá ! No rádio e na Tv é só Dia das mães! Comprem um presente para o dia da Mães!
- Quando é o dia das Mães, - arriscou a Luluca, - eu nem tenho idéia.

- O dia das Mães sempre cai no segundo domingo de maio, - respondeu a Mari, sentindo-se muito importante, pois isso ela sabia!
A Dani estava desconsolada e falou:

-Eu não tenho dinheiro e como vou poder comprar um presente para minha mãe, sem dinheiro? Sem ela saber?
-Eu também não, - respondeu a Luluca, dando um suspiro desanimado. Depois perguntou para a Mari:
- E você, como é que você vai fazer?
Mari respondeu, explicando
- Andei falando com a Bia, nossa cozinheira, e pensamos em fazer um bolo
confeitado para a minha mãe.
– Bolo é bom, - arriscou a Dani ! No mesmo instante, Mari teve uma idéia e disse:
– Quem sabe a Bia pensa em alguma coisa para ajudar vocês? Vamos até lá em casa perguntar?
As duas meninas menores pediram licença para as mães e logo depois, saíram as três, correndo em direção à casa da amiga.

A Bia estava terminando de guardar a louça quando as meninas invadiram a cozinha.
- Precisamos de uma ajuda urgente! - participou a Mari, enquanto a Luluca e a Dani davam um abraço na amiga cozinheira.
-Céus, por que toda essa correria e afobação, - exclamou a mulher ao ver as meninas esbaforidas e olhando pra ela. – Que foi que aconteceu?
- É sobre o dia das Mães. Elas não sabem o que fazer e não tem dinheiro para comprar um presente, - respondeu a Mari.
-Pensamos então que você, que sempre tem solução para tudo, poderia ter idéia do que fazer.


-Ora, nós duas já combinados que vamos fazer um bolo, não é, Mari? - disse a mulher, - mas, na verdade, já estou tendo uma idéia melhor!
– Lembra daquelas pequenas fôrmas em formato de coração que estão lá na despensa? - Temos três delas e o que vocês acham de eu fazer três bolos pequenos e decorar? Posso até cobrir com glacê!
- Cor de rosa, - pediu Dani
-E com uma fita para enfeitar!, - arriscou a Luluca.

A Bia, já gostando da idéia, falou:
- Vai ser um presente legal e se escreverem um cartão,tenho certeza que as mães de vocês vão adorar!
-Oba! Que idéia tão boa,- falaram as amigas, todas ao mesmo tempo!
-Obrigada por resolver esse problemão, - exclamou a Mari, secundada pelas outras duas, - eu tinha certeza que a gente podia contar com você!
A Bia deu uma risada ao ver o alívio estampado no rosto das meninas. Quando notou que já estavam prontas para tomar outro rumo, ofereceu:
- Alguém quer provar as broinhas de milho que eu fiz para o lanche?

- É claro que sim,- responderam as três, e a Dani ainda
acrescentou:
- De repente deu uma fome na gente! – e todas caíram na gargalhada enquanto Bia pegava a bandeja onde havia colocado as broinhas.
Depois de comerem, a Mari avisou:
- Agora, turma, precisamos pensar de que jeito vamos fazer os cartões.
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Dias depois, na casa da Mari, as três amigas deram os últimos retoques nos cartões feitos com cartolina. As meninas ditaram as dedicatórias para Mari escrever. Depois pintaram coraçõezinhos e flores com tinta guache.


Como a Luluca e a Dani ainda não sabiam escrever seus nomes, Mari escreveu " Luluca " e " Dani" numa folha de papel e fez as amigas copiarem para o cartão. Foi assim que conseguiram, cada uma, escrever o nome com sua própria mão. Depois de bastante esforço e de vários “Ai, eu não vou conseguir!” os cartões ficaram prontos e muito bonitos!



O domingo do dia das Mães estava próximo. Na véspera, Bia assou os três bolos. Fez isso numa hora que não havia ninguém em casa. Mais tarde deu o acabamento, cobriu com o glacê, decorou e colocou os corações na despensa para a cobertura secar e para ninguém ver.


Pediu para a Mari procurar duas caixas de papelão para colocar os bolos das amiguinhas. Foi tudo feito no maior segredo e as caixas entregues sem ninguém notar.

Luluca se preparava para dormir e caixa já estava bem escondida debaixo da cama.


Ela não queria que sua mãe, dona Cotinha, desconfiasse de nada. Com tanto segredo, não é de se admirar que naquela noite a menina custou pegar no sono. Estava ansiosa demais!
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Quando acordou no outro dia, logo se lembrou do presente da mãe, escondido debaixo da cama.


Depois de se vestir, pegou a caixa e abriu. Lá dentro, sobre uma bandeja de plástico, estava o bolo feito pela Bia. No formato de coração, coberto com glacê cor de rosa e com a palavra Mamãe” ! Para arrematar, uma linda fita amarrada ao seu redor.
Cheia de cuidados, a menina retirou a bandejinha com o bolo e o admirou. Como ficou bonito, pensou. Acho que mamãe vai gostar!

Sem perder tempo, pegou o cartão guardado na gaveta e carregando o bolo, saiu do quarto.
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Dona Cotinha estava preparando o café da manhã. Viu quando a filha chegou na cozinha. Quase não podia acreditar no que estava vendo: sua Luluca, trazendo nas mãos um pequeno bolo confeitado no formato de coração! Ainda mais espantada ficou quando a filha lhe entregou um cartão, feito por ela mesma.

As palavras escritas no cartão traduziam todo o amor que a menina sentia pela mãe e, o que mais a comoveu, foi ver o sorriso de felicidade estampado no rosto da menina.
Luluca estava muito orgulhosa em poder dar um presente e muito feliz por a mãe ter gostado dele.
Dona Cotinha colocou os presentes sobra a mesa, abriu os braços e Luluca correu ao seu encontro. Pegando a filha no colo, começou a rodopiar e dançar pela cozinha cantando:
“ Viva a minha filhinha que é a minha queridinha” e acrescentou, “ A alegria da Cotinha é essa menininha”!
No meio de tanto abraço, Luluca ainda conseguiu recobrar o fôlego. Sem perder tempo, também começou a cantar:
“Feliz dia das Mães! Minha querida mamãe. Mamãe querida, querida mamãe!
FELIZ DIA DAS MÃES

sábado, 2 de maio de 2009

Nova Livraria em Porto Alegre!



Que tal variar do monitor para o papel? Tenho dois livros publicados e que foram escritos pensando em vocês, crianças.. Um é a história do Tato, um gatinho ciumento e o outro é a história do Tóbi, um cãozinho muito esperto.




A história do Tóbi tem um detalhe: pode ser lido em dois idiomas, português e inglês

A história é igualzinha, tanto numa língua ou noutra, cada uma no seu lado de página. A apresentação ficou muito interessante e quero acrescentar que a versão foi feita pelo Juan um amigo meu, norte americano, que mora nos Estados Unidos.



O Tóbi acabou viajando para os States e hoje mora também nas bibliotecas americanas.
Isso foi uma coisa com que esse cãozinho beagle jamais sonhou!


Os livros do Tato e Tobi, além de continuarem a ser comercializados pelas Livrarias Iluminura, Unisc e Submarino, agora também podem ser encontrados em uma Livraria de Porto Alegre, a Moliterno, que fica lá na Tobias da Silva nº 22 loja 2, no bairro Moinhos de Vento.


A Tobias da Silva é aquela rua da outra entrada e também do estacionamento do Shopping Moinhos.
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A Moliterno é uma livraria- cafeteria e é muito simpática e aconchegante.Foi inaugurada há poucos dias.

É um lugar ótimo para escolher livros com calma, tomar um café delicioso e curtir o ambiente amigo para um papo descontraído ou manter discussões filosóficas de alto nível.


O Tóbi e o Tato estão nas estantes da secção de livros infantis da Livraria Moliterno. Lado a lado, bem quietinhos e comportados, esperam por vocês.






quarta-feira, 29 de abril de 2009

Visitantes

Olhem só quem apareceu para visitar! Lembram do Lucky, aquele filhotinho de golden retriever tão fofinho ? Pois o garotão está crescendo a olhos vistos e não dá um momento de sossego a sua amiga Nala. Haja paciência com esses filhotes!
Obrigada pela visita, Lucky e Nala. A vovó gostou muito.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Vem aí uma nova história


Tempos atrás eu escrevi algumas histórias sobre três amigas: a Luluca, a Dani e a Mari sob o título de Luluca e Cia onde conto as aventuras das 3 meninas. A Luluca e a Dani são vizinhas e estão sempre juntas.

Brincam no quintal o dia inteiro. Entre as duas casas têm um muro antigo onde estão faltando algumas pedras, lá no fundo. Aquele lugar virou a passagem secreta das meninas.

Assim, podem ir de um lado para o outro sem se preocuparem.
A outra menina, a Mari, é dois anos mais velha que a Luluca e mora logo adiante, virando a esquina.

A Mari freqüenta a escola e já sabe ler e escrever. Isso é motivo de muita admiração e uma pontinha de inveja por parte das amigas menores.
Eu gosto muito da Luluca, da Dani e da Mari e por isso, escrevi uma porção de historinhas aventurosas com elas. Pretendo aos poucos compartilhar essas aventuras com vocês. Como estamos chegando perto do dia das Mães, vou contar o que aconteceu quando as três amigas ficaram preocupadas em achar um presente para suas mães.

Vocês vão gostar! Aguardem!

sábado, 25 de abril de 2009

Sobre livros e livrarias



Livros, amigos de todas as horas!


Quando vocês entram numa livraria, tenho certeza que o primeiro olhar é sempre para aquelas estantes abarrotadas de livros infantis. É uma festa para os olhos ver tantos livros bonitos e coloridos, todos num mesmo lugar. Dá vontade de ler tudo.


Um dia desses fiquei pensando: será que os livros pensam? Será que eles tem sentimentos? Fico imaginando, que paciência, ficar dia após dia, ordenadamente colocados nas prateleiras, á espera de que alguém venha visitá-los.
Quando uma mãozinha se estende em sua direção, o livro logo se anima:
– Será que alguém vai me querer? Tomara que esse menino ou aquela menina me pegue e comece a me folhear para descobrir o tipo de história que trago escondida dentro de mim.

O coraçãozinho do livro bate feliz e agradece quando é escolhido e examinado. Ele tem tantas coisas para contar e só pode faze-lo se for aberto e lido.
Imagino só o que devem pensar os outros, os que estão ao lado dos escolhidos. Talvez sentindo uma pontinha de tristeza e pensar: Será que eu não sou interessante o suficiente para alguém me querer? Será que a minha capa não é tão bonita e colorida quanto a do meu vizinho?


Existem belas histórias que são verdadeiros tesouros que nem sempre ostentam capas vistosas. Por isso a necessidade de examinar bem antes de comprar.
Também tem os livros que ficam no canto das estantes. Não são best sellers e não ganham um lugar de destaque nas prateleiras. Nem por isso, as histórias que guardam dentro de si, deixam de ser interessantes.

Esses livros talvez se sintam abandonados, pois as crianças nem sempre se lembram de dar uma espiada neles! Pobrezinhos! Acho que durante a noite devem chorar de solidão.
Sim, eu acho que livros tem sentimentos e sua maior alegria é de serem lidos e dar prazer para quem os lê. Estão sempre prontos a compartilhar tudo que sabem com os leitores.


Felicidade para eles é pertencer a uma criança e serem lidos . Quanto mais lidos, usados e manuseados, mais orgulhosos eles ficam. Com o passar do tempo, orgulham-se de suas capas amassadas e folhas cheias de orelhas! Sentem-se verdadeiros heróis. Ostentam os estragos como se fossem valentes guerreiros de muitas batalhas, pois foram lidos,relidos e trelidos.
Isso é a glória para qualquer livro.
Na outra vez em que vocês entrarem numa livraria, dêem uma espiadinha disfarçada nas estantes. Talvez consigam vislumbrar a fada dos livros acenando e apontando para os livros que estão ansiosos para pertencer a vocês.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Datas importantes da História do Brasil


O dia 21 de Abril é feriado nacional e é uma homenagem ao mártir da independência, José Joaquim da Silva Xavier, oTiradentes.

Ele morreu no ano de 1792, mas a semente da independência já estava plantada e 30 anos depois seria proclamada pelo príncipe dom Pedro, separando o Brasil de Portugal, assim cortando uma ligação de 322 anos.

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22 de abril é a data em que lembramos a descoberta do Brasil no ano 1500 por Pedro Álvares Cabral. Com o descobrimento, a nova terra passou a pertencer a Portugal.





quinta-feira, 16 de abril de 2009

18 de abril.


No dia 18 de abril é comemorado o Dia Nacional da Literatura Infantil.
Navegando pela internet encontrei uma poesia muito bonita que quero dividir com vocês.
Aquí vai:
Viajar pela leitura. Poesia de Clarice Pacheco

Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção,
só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim, sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça
na imaginação!
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Bonita, não acharam? Descubram vocês também os imensos tesouros que um livro guarda e espera compartilhar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Dia Nacional da Literatura Infantil

Monteiro Lobato foi o criador da literatura infantil no nosso país. Autor de muitos livros deixou-nos personagens que continuam encantando gerações. Ele nasceu no dia 18 de abril de 1882 e para homenageá-lo, o dia 18 de abril foi o escolhido para festejar o Dia Nacional da Literatura Infantil.


Quem nunca leu ou ouviu falar do Sítio do Pica Pau Amarelo, com seus personagens como a Narizinho, o Pedrinho, a Emilia a tia Anastácia e a Dona Benta?


E o Saci, então, sempre aprontando das suas! Sem esquecer da Cuca, o Visconde de Sabugosa e uma porção de outros personagens. Para quem ainda não leu os livros de Monteiro Lobato eu aconselho que ponham a preguiça de lado e comecem a ler. As histórias são muito divertidas.
Nunca podemos esquecer a frase que ele nos legou:
“ Um país se faz com homens e livros” Monteiro Lobato. Para festejar o dia, leia um livro. Feliz Dia do Livro.
( Google)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Feliz Páscoa


Dois fofinhos!


O assunto do momento é coelhinhos! Olhem só o amiguinho que este aqui arrumou. Os dois são fofos demais!
Quem de vocês tem um coelhinho ou gatinho de estimação?
Escrevam e enviem uma foto para vovomoina@gmail,com

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Cantinho da Literatura



Existem muitos bons autores cujos livros nem sempre temos a chance de ler por falta de divulgação.
Hoje vou falar numa escritora que foi pioneira em histórias para crianças.




Helen Beatrix Potter nasceu no dia 28 de julho de 1866 em Londres, na Inglaterra. Ela viveu entre os séculos XIX e XX. Gostava de desenhar e pintar aquarelas. O desenrolar da história nascia com os desenhos. A primeira que escreveu foi “A História do Peter Rabbit”.
Nenhuma editora interessou-se em publicá-la. Achavam que não seria do interesse de ninguém ler a história de um coelho fofinho com personalidade marcante. O manuscrito era lindamente ilustrado e mesmo assim não quiseram publicar, dizendo que não conseguiriam vender os livros.


Beatrix Potter não desanimou e num ato de coragem mandou imprimir a história por conta própria. Os 250 volumes foram vendidos tão rapidamente que teve que mandar imprimir mais 250.
O Editor finalmente compreendeu que livros para crianças também podiam fazer sucesso e render dinheiro. Decidiu imprimir uma nova edição, agora com cores, valorizando os desenhos que na edição anterior eram em preto e branco.


A partir de então, todos queriam comprar o livro do Peter Rabbit.
Na verdade, a história do Peter Rabbit não foi criada com a intenção de ser publicada. O que Beatrix gostava mesmo, era de pintar a natureza e os animais que a rodeavam. Foram os desenhos que fizeram surgir as histórias.


Quando um de seus amigos que morava no interior ficou muito doente, para animá-lo, escreveu e ilustrou uma historinha que enviou pelo correio. Era a história do Peter Rabbit e dos coelhinhos Topsy, Mopsy, Cottontail.

Muitas outras histórias seguiram pelo correio, sempre com desenhos. O amigo acabou ficando curado, mas as aventuras da tartaruga, da pata, dos porquinhos, da raposa e dos ratinhos continuaram brotando da sua imaginação.
Peter Rabbit foi o primeiro livro infantil de sucesso nos países de língua inglesa , e acabou sendo traduzido e distribuido no mundo inteiro.


Beatrix Potter escreveu e ilustrou mais de vinte livros. Em todos eles os animais demonstram forte personalidade e estão harmoniosamente adaptados a natureza que os rodeia. Imaginem só, já naquele tempo ela era uma grande defensora do meio ambiente.


Ler e acompanhar os diálogos e a maneira de agir de coelhos, esquilos, gatos, patos e raposas, são uma experiência prazerosa.
Beatrix Potter e Harry Potter, o bruxinho, tem o mesmo sobrenome, mas não são parentes, de jeito nenhum!
Corre por aí uma versão de que a autora do Harry Potter, a escocesa J.K.Rowling sempre foi grande admiradora da história do Peter Rabbit, por isso tomou emprestado o sobrenome da Beatrix e o deu para o seu herói. Será verdade?

Recentemente fizeram um filme com o título de “Miss Potter” que tem a Renné Zellweger como protagonista e o Etan Hawke como o mocinho. É a biografia da Beatrix, sem tirar nem por. Eu gostei muito do filme, principalmente dos desenhos.
Acho que o DVD deve ser fácil de encontrar nas Locadoras.

(Desenhos de Beatrix Potter e pesquisa baseados no Google)

domingo, 5 de abril de 2009

Como surpreender o Coelhinho da Páscoa!



A menina estava morrendo de curiosidade! Pelo menos uma vez na vida, queira porque queria ver o Coelhinho da Páscoa!



Todos os anos preparava um bonito ninho e na véspera do domingo de Páscoa o colocava ao lado da cama para o Coelhinho encontra-lo durante a noite. Sabia que de manhã o ninho já não estaria mais lá, e sim escondido em qualquer outro lugar da casa. Sempre recheado de guloseimas e coisas boas para comer!
Para não deixar dúvidas que aquele ninho era o dela, prendeu um cartão com o seu nome na alça do cesto.
O Coelhinho só apareceria durante a noite. No ano anterior tentara ficar acordada, pois queria dar uma boa olhada nele. A idéia de ficar acordada não funcionou e ela sabia que nem adiantava tentar novamente, pois não daria certo.
Depois de muito pensar acabou tendo uma idéia brilhante: poderia amarrar um cordão comprido unindo o cestinho ao dedão do seu pé! Assim, quando o Coelhinho chegasse para pegar o ninho e colocar as guloseimas, ele teria que puxar o cordão e ela acordaria! Seria a sua grande chance de dar uma boa olhada no querido e misterioso Coelho da Páscoa!






Ela sabia que coelhos adoram comer couve e cenouras e deu um jeito de providenciar um lanche, para ele. Conseguiu folhas de couve e uma cenoura amarelinha bem crocante e as colocou dentro do cesto. Assim ele não sentiria fome durante a noite!




Quando chegou a hora de dormir, deu um beijo de boa noite no papai e na mamãe e foi correndo para o seu quarto dar os últimos retoques na armadilha secreta!
Pegou o cordão e amarrou uma das pontas na alça do cesto que estava no chão. A outra ponta, ela a prendeu bem firme, no dedão do seu pé direito.
Depois entrou na cama e se cobriu, tomando muito cuidado para não esticar demais o fio.




Sua mãe, lá da porta, vendo que a filhinha já estava deitada, lançou-lhe mais um beijo e apagou a luz.
A menina estava sem sono e ficou deitada no escuro pensando:
–Será que finalmente vou conseguir ver o Coelhinho? Como será que ele é? Será grande, do tamanho do meu pai? Vou ficar com medo? Ou será que ele é pequenino, igual ao coelho que eu vi na casa do Jorginho?
Pensando nessas coisas, os olhos começaram a pesar e ela nem se deu conta quando pegou no sono.


Quando acordou, na manhã seguinte, lembrou-se da armadilha que armara para pegar o visitante noturno. Sentiu que o cordão ainda estava firmemente amarrado no dedão do pé. Foi puxando devagarzinho para ver se o ninho ainda estava lá. O cordão veio todo e não tinha ninho, nem nada, na outra ponta.


Levantou-se, num salto, e olhou debaixo da cama. Nada! O ninho havia desaparecido! Deu uma risada e pensou:
– Coelhinho passou por aqui, pegou o ninho e o escondeu!
–Deve estar em qualquer lugar desta casa, - disse, enquanto procurava se vestir o mais rápido possível. Depois não foi difícil encontrar o seu ninho, pois ele estava debaixo do aparador da sala.


Transbordava de guloseimas. Tinha até um ovo grande, que fazia um barulhinho quando era sacudido!
Depois de comer um ovinho de chocolate branco e de devorar as duas orelhas do coelho de chocolate, começou a pensar porque não havia se acordado na hora em que o Coelhinho viera buscar o seu ninho. Foi examinar o que sobrava do cordão e viu que ele estava muito curto, como se tivesse sido cortado.



–Ahá, foi isso que aconteceu, - pensou, depois de examinar e ver o pedaço de fio ainda preso na alça do cesto.
– Este Coelhinho tem dentes muito afiados e roeu o cordão!
Com isso, a menina se convenceu de que o Coelho da Páscoa era bem mais esperto do que ela imaginava.

–Não tem importância, matutou, no ano que vem eu vou pensar num plano melhor ainda e bem mais elaborado. Eu quero ver o Coelho da Páscoa! Eu preciso vê-lo!
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E assim termina a história da menina que queria surpreender o Coelhinho e não conseguiu!
Escrevam contando como foi a Páscoa de vocês. Estou esperando as cartinhas!
Feliz Páscoa para todos! Um beijão da Vovó Moina