
Hoje vou falar mais um pouco sobre as lendas e tradições da Irlanda. Quero contar sobre uma pedra, que dizem ser mágica e está encravada no topo de uma fortaleza medieval da cidade de Blarney na República da Irlanda.

A construção do castelo de Blarney data de antes do ano 1200 e posteriormente reconstruído por Cormac McCarthy, rei de Munster. Foi no tempo desse rei que a pedra acabou sendo incorporada à propriedade. Muitos e muitos anos depois, um lado do castelo foi destruído. Isso aconteceu em 1446.
Hoje em dia, a maior parte da fortaleza está em ruínas, porém um lado ainda está de pé e pode ser visitado. É nesse lado lá no alto, bem no topo, que a pedra mágica se encontra encravada na parede!
A história que contam é que ela foi doada, em sinal de gratidão. Depois da batalha de Bannockburn em 1314, quando os escoceses venceram os ingleses, o lendário herói escocês, Robert the Bruce, deu um pedaço da pedra para Cormac McCarthy, o rei de Munster, que lutou ao seu lado na batalha do mesmo nome.
A pedra de cor azulada, conhecida como pedra lipes ou sulfato de cobre , fazia parte do Lia Fáil , uma pedra mágica sobre a qual, no passado, os reis da Irlanda eram coroados.
O pedaço recebido foi encravado numa parede do parapeito do castelo.
Logo começaram a surgir rumores sobre a tal pedra. Diziam que quem a beijasse adquiriria o dom da eloqüência. Na verdade, beijar a pedra nem é tão fácil assim, pois ela se encontra num lugar bem difícil de alcançar.

O Castelo de Blarney é um dos mais populares pontos turísticos da Irlanda e todos que se aventuram a subir a infinidade de degraus que levam ao topo, sempre fazem questão de beijar a famosa pedra.
Para beijar a pedra!
Beijar a pedra para muitas pessoas é um grande desafio, e em tempos passados era extremamente perigoso. Desde o parapeito e seguras pelos pés, as pessoas se deixavam pendurar, de costas. Precisa ser assim para conseguir beijar a pedra. Um dia, contam, um homem não foi bem seguro e despencou de toda aquela altura!

Atualmente tem-se mais segurança. Para levar a termo a proeza, existe uma grade e barras para a pessoa se agarrar. Tem também a ajuda de um funcionário do castelo que ajuda a segurar o beijoqueiro.
A pedra é conhecida como a Pedra da Eloqüência e existe uma lenda muito interessante em relação a ela:
Aquele que beijar a pedra, adquire o dom da eloqüência, ou seja, fica bem mais falante e articulado verbalmente do que antes!
Para provar que a pedra foi beijada, também existe um certificado que pode ser adquirido no próprio castelo. Será uma prova de que beijou a pedra.

Para quem não quiser beijar a pedra, sempre resta uma agradável visita aos jardins do castelo, onde nunca se sabe se a gente vai topar com alguma fada esvoaçando por entre as flores, um gnomo pensando em novas estripulias ou um leprechaun tomando sol!
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Durante a Idade Média a peregrinação começava na França, em Paris,em frente à Torre de Saint Jacques. A Torre existe até hoje ( restaurada, é claro)
O caminho que partia de Paris acabou sendo conhecido como o Caminho Francês ou a Ruta Jacobea.
Para muitos, Roncesvalles é o verdadeiro ponto de partida de uma caminhada de cerca de 800 quilômetros. São caminhos, trilhas e estradas, atravessando bosques, campos, cidades e povoados, até chegar à cidade de Santiago de Compostela, na Galícia.


Alguns fazem o trajeto de bicicleta. Esses também tem o direito de pernoitar nos albergues e receber a Compostelana. O importante é que os últimos 100 ou 200 quilômetros tenham sido cumpridos a pé ou de bicicleta.
O “Camino” ( como é chamado na Espanha) está muito bem sinalizado por setas amarelas que apontam o rumo a seguir. As setas funcionam como guias e evitam que o peregrino erre a direção. Aparecem pintadas em pedras, no meio dos campos, em rochas, muros, árvores ou até no asfalto de rodovias, se for o caso.
Seguidamente existem marcos mostrando a quilometragem que falta até Santiago.Também tem marcos com uma vieira e uma seta. O que vem mostrar como o Camino é bem sinalizado.



O uso do Botafumeiro vem desde a Idade Média. Contam que o incenso queimado era para mascarar o mau cheiro dos peregrinos e matar germes de doenças! Talvez seja verdade, pois naquele tempo eles caminhavam meses e meses a fio sem nunca tomar banho. Deveriam exalar um bodum bem desagradável!

Oi, Sandrinha! Fiquei muito contente com o seu comentário. Realmente, eu sempre gostei muito de ler e sei da extrema satisfação que os livros trazem para a nossa vida. Por isso sempre procuro estimular a curiosidade e o amor pela leitura.

Para terminar, aqui vai um pouco de Mário Quintana:

Hoje vou contar o que aconteceu numa quente e seca tarde de verão. A garotada da vizinhança resolveu brincar de mocinho e bandido num dos terrenos baldios que havia perto de casa.
A mãe do Dado e do Budi estava na cozinha começando a preparar o jantar da família. A sopa, borbulhando na panela sobre o fogão, estava quase pronta. A mãe já estava ficando ansiosa e nada dos meninos chegarem.
- Mãe, é teu filho, o Budi! Tu não me conhece mais? – enquanto o outro, o
A mulher quase desmaiou de susto. Reconheceu as vozes, mas os filhos não! Só havia uma coisa a fazer: limpá-los para ver se eram mesmo eles!
Depois, bem cheirosos, de pijamas vestidos e cabelo penteado, foram até a cozinha esperar o jantar. Estavam morrendo de fome e logo foram servidos.